quarta-feira, 28 de junho de 2017

FERNANDO MARTÍNEZ HEREDIA: HASTA SIEMPRE

Con la muerte de Fernando Martínez Heredia hemos perdido un analista crítico de los procesos revolucionarios, miembro fundador de la Fundación Che Guevara Internacional, presente con ensayos en muchos de los Cuadernos de la misma Fundación. Cuba pierde un intelectual marxista verdadero que en el pasado ha sido capaz de dirigir una revista maravillosa como Pensamiento Crítico, aceptando la disciplina partidaria cuando un sector de la burocracia cubana decidió de censurarla y serrarla. Con su muerte personalmente pierdo un amigo que ha aceptado hasta el último de compartir nuestra lucha en defensa del pensamiento mas auténtico de Ernesto Guevara. Hasta siempre, Fernando. [Roberto Massari]
[El 12 de junio] ha fallecido en Cuba Fernando Martínez Heredia.
Militante del Movimiento Revolucionario 26 de Julio, graduado de Derecho, formado como profesor de Filosofía en la Escuela Raúl Cepero Bonilla; desde 1966 director del Departamento de Filosofía de la Universidad de La Habana (disuelto en 1971), y director fundador de la revista Pensamiento Críticodesde 1967 hasta su clausura en 1971, Martínez Heredia representa al intelectual orgánico de la revolución que, como es de rigor, fue en los sesenta un cuadro político e intelectual de toda confianza; en los setenta, un proscrito; en los ochenta, alguien “de cuidado”; y de los noventa hasta hoy un intelectual herético y orgánico a la vez.
La biografía intelectual de Martínez Heredia, con sus posibilidades de expresión, ha tenido los marcos propios con que ha operado uno de los contenidos de la Revolución cubana: el ideal libertario, nacional, latinoamericano, tercermundista y anticolonial, provisto así por un pensamiento crítico proyectado tanto hacia las estructuras de la dominación capitalista como hacia sí mismo, hacia sus propias formas de intelección y de manejo de la realidad.
Los temas, los enfoques y las fechas que fueron integrando la trayectoria intelectual de Martínez Heredia después de 1971 dan cuenta de las posibilidades de ese tipo de pensamiento: La educación superior cubana (1972), Los gobiernos de Europa capitalista (1977); Desafíos del socialismo cubano(1988); Che, el socialismo y el comunismo (1989) –libro con el cual ganó el Premio Extraordinario Casa de las Américas, hecho coincidente con la recuperación guevarista por parte de la ideología revolucionaria, que marchó al compás del “Proceso de rectificación de errores y tendencias negativas” iniciado en 1986–; y El corrimiento hacia el rojo (2001), primera antología de ensayos suyos que se publicara en el país, seguida luego por un número amplio de volúmenes entre los que se encuentranSocialismo, liberación y democraciaLa Revolución cubana del 30 y El ejercicio de pensar.
Luego, las facetas de profesor y cuadro político, trabajador de la industria azucarera, diplomático y conspirador de insurgencias, investigador a tiempo completo, “nuestro hombre en La Habana” de los foros sociales internacionales, periodista militante, orador principal en un sinfín de eventos y actos políticos, y un largo etcétera, que integran la biografía de Fernando Martínez Heredia (FMH), forman parte de su pensamiento tanto como sus ensayos, y forman parte por igual del uso que las lecturas sobre la Revolución cubana pueden hacer de su obra.
La obra de Martínez Heredia es patrimonio de las ideas de izquierda en Cuba y en América Latina, de cómo puede y debe pensarse la renovación del socialismo, de las maneras revolucionarias de interpretar a Ernesto Che Guevara, de cómo analizar críticamente la historia de Cuba, de reconocer el ancho mundo del nacionalismo popular cubano y de cómo analizar el país que es Cuba e imaginar el que debiera ser.
[…] La complejidad, apertura crítica y compromiso con la fraternidad revolucionaria no fueron rasgos solo de su pensamiento, sino también de su manera de ser y relacionarse. […] Ese conjunto vital de trato plural, reflexión crítica y reconocimiento de comunidades en los horizontes de la lucha socialista, popular y democrática, entre las izquierdas, esto es, su capacidad de aunar generaciones, tradiciones de pensamiento y posturas políticas distintas, unida a su radical honestidad y lucidez analítica, son parte de su poderoso legado hacia Cuba y hacia América Latina.

Fotos do evento "O Legado de Che Guevara" realizado pelo Nescuba/CEAM

No último dia 22 (quinta-feira) foi realizado no auditório do CEAM/UnB a palestra sobre "O Legado de Che Guevara", seguem fotos e o vídeo reproduzido no evento.



https://www.youtube.com/watch?v=9L13x2SFEfM

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Evento "O legado de Che Guevara" será realizado no auditório do Ceam/UnB


Movimento brasileiro de solidariedade a Cuba lança Moção de repúdio contra medidas de Trump

Delegados da XXIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba - 17 de junho de 2017 - Belo Horizonte. Foto: Consulado de Cuba/Salvador



Na última sexta-feira (16), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o cancelamento do acordo firmando, em dezembro de 2014, pelo presidente de Cuba, Raúl Castro, e pelo ex-presidente estadunidense, Barack Obama. Com um discurso típico da guerra fria, o atual mandatário estadunidense ainda reafirmou seu apoio pessoal ao bloqueio contra Cuba, política adotada desde década de 60 e que não foi alterada por Obama. Cuba reagiu às medidas de Trump dizendo que qualquer estratégia voltada para mudar o sistema político, econômico e social de Cuba estará condenada ao fracasso.

O movimento brasileiro de solidariedade a Cuba, que estava reunido em Belo Horizonte, aproveitou a oportunidade e lançou uma Moção de repúdio contra a nova política dos EUA em relação a Cuba.

Leia o documento na íntegra:

Moção de repúdio contra às medidas de Trump contra Cuba

Senhor Presidente Donald Trump,

Os delegados da 23ª Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, reunidos na cidade de Belo Horizonte, estado de Minas Gerais/Brasil, formada por centenas de militantes da Solidariedade, de 17 Estados mais o Distrito Federal , vêm repudiar a explícita hipocrisia da decisão unilateral de vossa excelência,em romper o acordo histórico de aproximação entre Cuba e os Estados Unidos, firmado na administração do ex-presidente Barack Obama, que desconsidera ainda, a decisão soberana de 82% dos cidadãos estadunidenses favoráveis ao fim do criminoso bloqueio econômico, financeiro e comercial que traz perdas irreparáveis ao governo e ao povo cubano, que ao longo deste 55 anos já causou perdas de mais de 125 mil 873 milhões de dólares a Ilha, que obrigatoriamente deverão ser ressarcidas. Para nós, estas medidas tentam retirar de Cuba seu exemplo de resistência e luta para avançar nas conquistas de uma política de bem estar social e de solidariedade com o mundo, intervindo ainda no direito soberano de outros países em fortalecer sua integração política, econômica e social com Cuba.

Presidente Trump, a proposta de um novo acordo unilateral sem considerar a vontade soberana do povo cubano, um povo livre e altivo, que lutou bravamente para ser dono do seu destino, demonstra que o seu governo veio com a intenção de destruir o esforço mútuo entre duas nações em estabelecer uma relação de paz. Ainda, o senhor ignora a última votação histórica na 71ª Assembleia Geral da ONU em 2016, onde 191 países, dos 193 membros da ONU, se posicionaram contra o bloqueio a Cuba, com a abstenção de seu pais e de Israel.

Outro aspecto desta pretensiosa e agressiva medida de intervir na decisão soberana dos povos e de Cuba, e dos países da nossa América, foi em anunciar tal medida em um estado reconhecidamente como covil de financiamento, planejamento ofensivo e de abrigo a terroristas contra Cuba e outras nações, como a nossa querida irmão Venezuela. Ainda, ignorando a base naval e centro de tortura de Guantánamo, ferindo os direitos humanos e desrespeitando o direito internacional.

Por fim, reiteramos nosso incondicional apoio a Cuba e valoroso, corajoso e destemido povo cubano, e estamos dispostos a intensificar a nossa solidariedade e fortalecer a nossa luta, mais irmanada aos amigos incondicionais da luta cubana, a denunciar ao mundo e empreender esforços para o enfrentamento desta política imperialista, inimiga da humanidade, que descaracteriza a democracia, desrespeita o direito internacional, para invadir países, provocar guerras, assassinar inocentes, para usurpar da riqueza dos povos.

Belo Horizonte, 17 de junho de 2017.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Lançamento de Cartilha Didática



O Núcleo de Estudos Cubanos (NESCUBA/CEAM) apresenta o resultado da pesquisa "Solidariedade Brasileira a Cuba: Uma história de luta e paixão pela nossa América". O núcleo também convida a ver o vídeo sobre esta pesquisa:


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Conferência sobre José Martí foi realizada na Universidade de Brasília

Com o tema Vigência do pensamento político de José Martí em sua obra literária, a professora voluntária do Nescuba/Ceam da UnB, Maria Auxiliadora César, proferiu no dia 7 de junho uma palestra no contexto do evento promovido pelas embaixadas da América Latina, com apoio da Universidade de Brasília, denominado “8 grandes da literatura latino-americana”.
Foram tratados os temas relacionados ao vasto legado político do Herói Nacional cubano e sua multifacética obra literária.
Para compreender a estética modernista de Martí foi apresentada sua trajetória política.
  A palestrante se referiu à vida intensa e plena de vivências do Apóstolo da independência de Cuba, que desde tenra idade utilizou a palavra como instrumento de luta política.
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  Lembrou que Martí redigiu as bases e os estatutos e articulou a criação do Partido Revolucionário Cubano para empreender uma nova etapa da luta pela independência nacional, em estreita colaboração com outros heróis, os generais Antonio Maceo e Máximo Gomez.   Referindo-se ao trabalho literário do mestre, ressaltou seu caráter de precursor do modernismo, um movimento literário que abriu uma nova forma de pensar a América Latina com sua própria identidade.   Elogiou as excelentes habilidades de observador e sintetizador da realidade, do político criador e versátil de Marti, cuja prosa jornalística - disse - não foi superada na América Latina.   Suas crônicas para o jornal argentino La Nación, replicado em mais de vinte países, resultaram no surgimento de um novo tipo de jornalismo crítico e com visão social, que denunciava profundamente as causas da injustiça e da desumanização.   Também destacou a contribuição de uma literatura para crianças e jovens, representada pela obra A Idade de Ouro e a importância dos Versos Simples, famosos por  sua espontaneidade e simbolismo, revolucionários e cheios de colorido e sonoridade, transmitindo uma mensagem universal. Alguns desses versos, assim como dos Versos Livres foram lidos e interpretados e ao final o jornalista Beto Almeida cantou La Guantanamera, espontaneamente acompanhado pelo auditório lotado, cuja presença o gerente de negócios da Embaixada de Cuba, Homero Sacker, agradeceu, enfatizando o profundo significado que para seus compatriotas se reveste a figura grande e universal de José Martí, que representa também a imagem da unidade, uma palavra de ordem para sucessivas gerações de cubanos.

  

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Pré-convenção de Solidariedade a Cuba foi realizada no Ceam/UnB

O Comitê Brasiliense de Solidariedade a Cuba homenageou o Comandante Fidel Castro na sua Pré Convenção realizada no dia 18 de maio passado no auditório do Ceam/UnB. Numerosos representantes de organizações de Brasília e amigos solidários a Cuba participaram deste  evento preparatório a XXIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba que será realizada entre os dias 15 e 17 de Junho em Belo Horizonte/Minas Gerais.
No emotivo evento foi apresentada, pelo primeiro secretário da Embaixada de Cuba Juan Pozo Alvarez uma atualização do modelo econômico    de Cuba, assim como os resultados da pesquisa “Solidariedade brasileira a Cuba. Uma história de luta e paixão pela nossa América” pela professora Maria Auxiliadora Cesar (Nescuba/Ceam).
No encontro o Dr. Fernando Cerqueira, jovem graduado da Escola Latino-americana de Ciências Médicas de Havana, apresentou aos presentes interessante palestra sobre a sua vida de estudante e de residente em Cuba e leu uma linda poesia escrita por uma estudante de medicina na Ilha.
Afonso Magalhaes, presidente do Comitê, coordenou o evento que encerrou com a eleição da delegação que viajará em junho a Belo Horizonte representando os amigos de Brasília.
Ao final houve uma confraternização com petiscos e coquetéis.